Francielli Tiem
O Barulho entre Ratinho e Érika Hilton: identidade ou forçação de barra?
Por que o discurso de Ratinho ressoa?
Montagem Nano BananaA briga que a gente viu entre o Ratinho e a deputada Érika Hilton é muito mais do que uma fofoca de celebridade. O que está em jogo aqui é uma pergunta que muita gente está se fazendo: o que é ser mulher de verdade?
De um lado, o apresentador falou o que a biologia diz e o que muita gente pensa em casa; do outro, a deputada tenta impor uma ideia que, para muitos, simplesmente não desce.
A grande crítica aqui é sobre essa tentativa de "lacrar" em cima de algo que a natureza já decidiu. As mulheres lutaram décadas pelo voto, pelo direito de trabalhar e por respeito. Queimaram sutiã em praça pública para serem donas do próprio corpo. Aí agora querem dizer que a representatividade feminina vem de quem nasceu homem?
Desculpa, mas a ciência que tanto usam para atacar a religião parece que não vale nessas horas. A genética é clara: a estrutura óssea, a força física e o fato de não gestar ou amamentar são realidades da biologia. Querer dizer que isso é "opção" parece mais uma vontade de forçar o mundo a aceitar uma ideia do que um fato real.
Muita gente sentiu que a postura da Érika Hilton é uma "força forçada". Em vez de conversa, o que se vê é uma comunicação tóxica: se você não concorda com tudo o que ela diz, você é rotulado de "fóbico" ou violento.
E tem um ponto que muita mulher está notando: não seria isso um novo tipo de machismo? Um homem biológico, com roupas femininas, usando uma postura agressiva e autoritária para ocupar o lugar de fala das mulheres? Parece que o "violentador de mentes" agora quer convencer todo mundo de que quem nasceu mulher é que está errada.
Aquela turma do MTST ( Movimento dos Trabalhadores Sem-Teto) que foi para a porta do SBT protestar parece que só repete o que ouve, sem parar para pensar. Estão tentando enfiar goela abaixo uma ideologia que ignora a realidade física das pessoas. No fim das contas, o desabafo do Ratinho acabou dando voz a quem acha que a "lacração" passou dos limites e que a biologia não pode ser apagada por um decreto político.
Últimas considerações:
É imperativo pontuar que esta análise não se presta ao cerceamento dos direitos civis da população trans, que, como qualquer grupo em um Estado Democrático de Direito, deve gozar de proteção contra a violência e de garantias de dignidade. Todavia, a justiça e a harmonia social dependem do respeito ao princípio de que "direitos equivalentes não são direitos idênticos".
O que se discute no embate entre a biologia e a ideologia é a manutenção do Direito das Mulheres como uma categoria jurídica específica, conquistada a duras penas sobre a realidade material do sexo feminino. Quando as fronteiras entre o sexo (biológico) e o gênero (identitário) são dissolvidas, o risco iminente não é a inclusão de um grupo, mas o apagamento do outro.
A máxima "cada um no seu quadrado" encontra eco no Direito Internacional sob o conceito de espaços segregados por sexo, fundamentados na necessidade de segurança, privacidade e equidade competitiva para as mulheres. Ignorar as aptidões genéticas e a trajetória histórica da fêmea humana em favor de uma percepção subjetiva de identidade é, em última análise, uma forma de retrocesso.
Portanto, a verdadeira evolução social não reside na fusão forçada de realidades distintas, mas no reconhecimento de que cada grupo possui necessidades e espaços próprios. Proteger o "quadrado" feminino, seja nos esportes, nos espaços íntimos ou nas cotas políticas, não é um ato de exclusão, mas um exercício de justiça distributiva: dar a cada um o que é seu, respeitando a natureza e a história que nos definem.




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