Polícia Civil desarticula esquema de venda clandestina de medicamentos e indicia três mulheres
Elas foram indiciadas pelos crimes de falsificação, corrupção, adulteração ou alteração de produto destinado a fins terapêuticos ou medicinais.
A Polícia Civil do Paraná concluiu uma investigação que desarticulou uma rede de comercialização ilegal de medicamentos de uso restrito hospitalar. A ação, conduzida pelo 2º Distrito Policial de Ponta Grossa em conjunto com a Polícia Civil de Santa Catarina, resultou no indiciamento de três mulheres, da mesma família, pelo crime de falsificação, corrupção, adulteração ou alteração de produto destinado a fins terapêuticos ou medicinais.
As investigações começaram após uma denúncia encaminhada pelo Conselho Regional de Medicina de Santa Catarina (CRM-SC), que identificou um perfil no Instagram oferecendo a venda ilegal de Cytotec (misoprostol), medicamento de uso controlado e restrito ao ambiente hospitalar.
Embora os anúncios utilizassem um número de telefone de Santa Catarina, o trabalho de inteligência da Polícia Civil revelou que as responsáveis pelo esquema residiam e atuavam em Ponta Grossa.
Durante a operação, foram cumpridos mandados de busca e apreensão na residência das investigadas. No local, os policiais recolheram aparelhos eletrônicos e obtiveram autorização judicial para quebra do sigilo telemático. Apesar de não terem encontrado estoques físicos dos medicamentos, a perícia realizada nos celulares apontou a existência de uma estrutura organizada para a comercialização clandestina.
Segundo a Polícia Civil, as três irmãs dividiam funções dentro do esquema, atuando no atendimento aos clientes, definição de preços e gerenciamento das vendas. As investigações também identificaram que uma das envolvidas exerce a profissão de enfermeira obstetra.
As substâncias comercializadas possuem venda e utilização restritas ao ambiente hospitalar, conforme determinação da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa). A comercialização irregular desses medicamentos representa risco à saúde pública, especialmente por se tratar de produtos que exigem controle rigoroso e acompanhamento médico.
As investigadas, de 25, 27 e 28 anos, foram formalmente indiciadas e responderão ao processo em liberdade. O inquérito foi encaminhado ao Ministério Público e ao Poder Judiciário, que darão sequência às medidas legais cabíveis.






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