Polícia Civil faz operação após ameaças de massacre em escolas de Ponta Grossa

Segundo as investigações, as postagens foram feitas por meio de um perfil falso e mencionavam diretamente duas instituições de ensino, causando preocupação entre alunos, familiares e profissionais da educação.


Polícia Civil faz operação após ameaças de massacre em escolas de Ponta Grossa
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A Polícia Civil do Paraná realizou, na manhã desta sexta-feira (12), uma operação para investigar ameaças de ataques a escolas em Ponta Grossa. A ação foi conduzida pela Delegacia do Adolescente e teve como alvo um jovem de 19 anos suspeito de publicar mensagens ameaçadoras em redes sociais contra dois colégios estaduais do município.

Segundo as investigações, as postagens foram feitas por meio de um perfil falso e mencionavam diretamente duas instituições de ensino, causando preocupação entre alunos, familiares e profissionais da educação. Um dos colégios citados havia sido frequentado anteriormente pelo investigado, enquanto o outro possui ligação com um familiar do suspeito.

Com o avanço das diligências e a análise de dados telemáticos, a Polícia Civil conseguiu identificar o possível responsável pelas publicações. Diante dos elementos reunidos, foi solicitado e cumprido um mandado de busca e apreensão na residência do investigado.

Durante a operação, os policiais encontraram uma porção de cocaína no imóvel. O jovem assumiu a posse da substância, que foi apreendida para os procedimentos legais.

Ainda durante a ação, os agentes verificaram que a mãe do investigado possuía um mandado de prisão em aberto por tráfico de drogas. Ela foi presa e encaminhada ao sistema prisional para o cumprimento da ordem judicial.

Apesar da gravidade das ameaças, a Polícia Civil informou que, até o momento, não foram encontrados indícios de que o suspeito estivesse planejando ou preparando efetivamente um ataque contra as escolas mencionadas. Mesmo assim, o caso seguirá sendo investigado, e o jovem responderá pelo crime de ameaça.

De acordo com o delegado Fernando Henrique Ribeiro Vieira, responsável pelo caso, toda ameaça envolvendo instituições de ensino é tratada com máxima prioridade. Ele destacou que as apurações realizadas até agora não apontam risco concreto às comunidades escolares, mas ressaltou a importância da rápida atuação policial diante de situações que geram insegurança e temor entre estudantes, professores e familiares.

A Polícia Civil reforçou que denúncias sobre ameaças contra escolas devem ser comunicadas imediatamente às autoridades para que as medidas necessárias sejam adotadas.

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