Justiça bloqueia até R$ 6,5 milhões em investigação contra policial civil de Foz do Iguaçu

Operação do Gaeco apura suspeitas de organização criminosa e lavagem de dinheiro; imóveis, bens de luxo e ativos financeiros foram bloqueados.


Justiça bloqueia até R$ 6,5 milhões em investigação contra policial civil de Foz do Iguaçu
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O Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco), com apoio da Corregedoria da Polícia Civil do Paraná, deflagrou na manhã desta terça-feira (28) a Operação Paralelo Infame, que investiga um policial civil de Foz do Iguaçu por suspeita de envolvimento em organização criminosa e lavagem de dinheiro.

Durante a operação, foram cumpridos cinco mandados de busca e apreensão em Foz do Iguaçu e Santa Terezinha de Itaipu. A Justiça também determinou o sequestro e a indisponibilidade de 11 imóveis de alto padrão, avaliados em cerca de R$ 2,3 milhões, além do bloqueio de bens e ativos financeiros de até R$ 6,52 milhões.

Nas diligências, os agentes apreenderam celulares, documentos, dinheiro em espécie e diversos artigos de luxo, entre eles um piano de cauda, instrumentos musicais, equipamentos eletrônicos, móveis, louças e uma bolsa de grife. Segundo os investigadores, os bens seriam incompatíveis com a renda declarada pelo policial.

De acordo com o Gaeco, a investigação teve início após a prisão em flagrante do policial, em julho de 2024, em Cascavel. Na ocasião, ele foi abordado pela Polícia Rodoviária Federal enquanto conduzia uma viatura da Polícia Civil adulterada e, conforme as investigações, transportava drogas e munições. A partir desse caso, foram levantados indícios de evolução patrimonial incompatível com os rendimentos do servidor, além da suspeita de utilização de terceiros para ocultação de bens.





Conforme o Ministério Público, a operação tem como objetivo aprofundar a apuração sobre a origem do patrimônio e reunir novas provas relacionadas aos crimes investigados. O policial permanece preso por fatos distintos dos apurados nesta nova investigação. Os nomes dos investigados não foram divulgados.

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