Gaeco mira policial civil investigado por organização criminosa e lavagem de dinheiro no Oeste
De acordo com o Ministério Público do Paraná, as investigações começaram em outubro de 2024, após a prisão do policial civil por tráfico de drogas, em Cascavel.
O Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco) deflagrou, na manhã desta terça-feira (28), a Operação Paralelo Infame, que investiga um policial civil de Foz do Iguaçu suspeito de integrar uma organização criminosa e de lavar dinheiro com a ajuda de particulares.
A operação foi coordenada pelo Núcleo Regional do Gaeco de Foz do Iguaçu, com apoio da Corregedoria da Polícia Civil do Paraná. Foram cumpridos cinco mandados de busca e apreensão em endereços de Foz do Iguaçu e Santa Terezinha de Itaipu.
Além das buscas, a Justiça determinou o sequestro de 11 imóveis de alto padrão, avaliados em R$ 2.285.300, e o bloqueio de bens e ativos financeiros de até R$ 6,52 milhões, valores que, segundo a investigação, podem estar ligados às atividades criminosas.
Patrimônio incompatível com a renda
De acordo com o Ministério Público do Paraná, as investigações começaram em outubro de 2024, após a prisão do policial civil por tráfico de drogas, em Cascavel. A partir daí, o Gaeco identificou indícios de que o agente teria acumulado um patrimônio incompatível com os rendimentos declarados.
Ainda conforme a apuração, os bens de origem ilícita eram supostamente ocultados em nome de terceiros e utilizados em negociações imobiliárias para dissimular a origem do dinheiro.
Durante o cumprimento dos mandados, os investigadores também apreenderam diversos artigos de luxo, entre eles um piano de cauda, uma guitarra, um violão e bolsas de grife, que passarão por análise e podem reforçar as provas reunidas durante a investigação.
O policial civil investigado já está preso, porém por outros fatos apurados anteriormente. As investigações da Operação Paralelo Infame continuam para identificar todos os envolvidos e esclarecer a extensão do esquema criminoso.










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