Mães denunciam abandono de crianças com autismo e dizem que demora por atendimento compromete o desenvolvimento dos filhos

Segundo denúncia, crianças estão há mais de um ano aguardando por uma consulta com especialista em Santa Tereza do Oeste


Mães denunciam abandono de crianças com autismo e dizem que demora por atendimento compromete o desenvolvimento dos filhos Reunião aconteceu há um mês, mas nada mudou.
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A luta diária de famílias que convivem com o Transtorno do Espectro Autista (TEA) ganhou um novo capítulo em Santa Tereza do Oeste. Revoltadas com a falta de atendimento especializado, mães procuraram o Portal 24h para denunciar o que classificam como um cenário de abandono por parte do poder público.

Segundo elas, crianças aguardam por mais de um ano para conseguir uma consulta médica, período considerado crucial para quem depende de diagnóstico precoce e de intervenções especializadas. As famílias afirmam que, em muitos casos, o atendimento é realizado por médicos generalistas, quando o acompanhamento deveria ser feito por neuropediatras.

Para as mães, a consequência da demora é grave: enquanto o tempo passa, as crianças deixam de receber terapias fundamentais para estimular a comunicação, o aprendizado, a autonomia e o desenvolvimento. Elas relatam a falta de profissionais como fonoaudiólogos, terapeutas ocupacionais e especialistas em ABA (Análise do Comportamento Aplicada), considerados essenciais no tratamento de muitas crianças com TEA.

Além da deficiência na área da saúde, as famílias denunciam a falta de vagas em escolas e instituições preparadas para oferecer um atendimento adequado, o que, segundo elas, acaba dificultando ainda mais a inclusão e a evolução das crianças.

Promessas ficaram no papel

As mães afirmam que chegaram a se reunir com o prefeito Amarildo Rigolin para apresentar a realidade enfrentada pelas famílias. Conforme os relatos, o prefeito teria assumido o compromisso de buscar soluções para melhorar o atendimento às crianças com autismo.

Entre as promessas estaria o projeto "Cesta Verde", que previa o fornecimento de frutas, verduras, legumes e leite para famílias de crianças autistas. No entanto, segundo as mães, apesar de o projeto ter sido aprovado, ele acabou sendo vetado pelo próprio prefeito, gerando indignação entre os beneficiários.

Uma das vozes dessa cobrança é a de Bruna Letícia Marciniak de Souza, mãe de dois filhos autistas. Em um vídeo enviado ao Portal 24h, ela faz um apelo emocionado ao prefeito e cobra providências urgentes. Para Bruna, enquanto o município demora para agir, quem paga a conta são as crianças, que deixam de receber atendimento justamente na fase em que cada mês faz diferença no desenvolvimento.

Prefeitura não se manifestou

Buscando ouvir o outro lado, a reportagem entrou em contato com o secretário de Comunicação da Prefeitura de Santa Tereza do Oeste na manhã de sexta-feira (24), solicitando um posicionamento sobre as denúncias apresentadas pelas famílias.

Até o fechamento desta reportagem, não houve retorno.

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