Exército e PM destroem bunker em área de Mata Atlântica marcada por chacina em Icaraíma

A estrutura, com aproximadamente 2,5 metros de largura, 1,8 metro de altura e 5 metros de comprimento, era utilizada para ocultação de materiais ilícitos.


Exército e PM destroem bunker em área de Mata Atlântica marcada por chacina em Icaraíma
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Uma operação conjunta entre o Exército Brasileiro, a Polícia Militar Ambiental do Paraná e o Instituto Água e Terra (IAT) resultou na destruição de um bunker clandestino localizado em uma área de preservação da Mata Atlântica, na região de Vila Rica do Ivaí, distrito de Icaraíma, no Noroeste do Estado.

A ação foi realizada na última quinta-feira (23) e contou com militares do 30º Batalhão de Infantaria Mecanizada e do Pelotão de Umuarama. A estrutura, com aproximadamente 2,5 metros de largura, 1,8 metro de altura e 5 metros de comprimento, era utilizada para ocultação de materiais ilícitos. No momento da operação, o bunker estava vazio.

Como a construção estava em área protegida, servidores do IAT acompanharam toda a operação, assim como os proprietários da fazenda, que autorizaram a entrada das equipes. A demolição foi feita pelo Exército com o emprego controlado de explosivos, inutilizando completamente a estrutura.

Região ficou conhecida após quádruplo homicídio

O distrito de Vila Rica do Ivaí ganhou notoriedade em agosto de 2025, quando quatro homens desapareceram após seguirem até uma propriedade rural para cobrar uma dívida relacionada a uma negociação de terras. Dias depois, a investigação revelou que o grupo havia sido vítima de uma emboscada.

Durante as buscas, policiais localizaram a caminhonete Fiat Toro utilizada pelas vítimas enterrada em um bunker subterrâneo na propriedade rural. Posteriormente, os corpos dos quatro homens foram encontrados enterrados em uma área de mata, dando início a uma das investigações mais complexas da história recente da Polícia Civil do Paraná.

As investigações apontam que a motivação do crime foi uma dívida de aproximadamente R$ 255 mil, decorrente do desfazimento da compra de uma propriedade rural. A perícia concluiu que as vítimas foram mortas em uma emboscada, atingidas por disparos de pelo menos cinco armas de calibres diferentes, sem indícios de tortura ou cárcere privado. Os principais suspeitos continuam foragidos.

Estruturas clandestinas

Ao longo das investigações do quádruplo homicídio, a Polícia Civil identificou 22 estruturas subterrâneas na propriedade investigada, entre bunkers de alvenaria e esconderijos improvisados utilizados para ocultação de veículos, armas e outros materiais. O mapeamento contou com apoio da Polícia Militar Ambiental e da Força Nacional.

Embora o bunker demolido nesta semana esteja localizado na mesma região onde ocorreu a chacina, as autoridades não informaram qualquer ligação direta entre a estrutura destruída e o crime investigado. A operação teve como objetivo eliminar um esconderijo clandestino instalado em área de preservação ambiental e impedir sua reutilização por organizações criminosas.


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