Após depoimento de adolescente, delegada revela que atentado foi motivado por vingança

Alvo do menor seria uma das mulheres que ficou gravemente ferida.


Após depoimento de adolescente, delegada revela que atentado foi motivado por vingança
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A delegada Laís Alves, , da Polícia Civil, concedeu uma entrevista coletiva na tarde desta segunda-feira (20) para atualizar as investigações sobre o atentado a tiros registrado em uma conveniência de Campo Mourão. A coletiva ocorreu logo após o depoimento do adolescente de 15 anos apontado como autor dos disparos.

Durante o interrogatório, o adolescente confessou a autoria do crime e permaneceu apreendido. Segundo a delegada, ele também entregou a arma utilizada no atentado, uma pistola calibre 9 milímetros.

Conforme a delegada, o jovem afirmou que agiu por vingança. Ele relatou que o alvo dos disparos era uma mulher de 40 anos, que, segundo sua versão, teria envolvimento em um episódio ocorrido em 2024, quando sua mãe e ele foram baleados. Na ocasião, o irmão do adolescente morreu dias depois dos ferimentos.

A Polícia Civil ressaltou, no entanto, que essa versão ainda será apurada ao longo das investigações e que todos os fatos relacionados ao caso seguem sendo analisados.

Na coletiva, a delegada informou que a Polícia Civil continua reunindo provas para esclarecer toda a dinâmica do atentado e verificar se outras pessoas participaram da ação ou deram apoio ao adolescente antes e depois do crime.

"Em relação ao explosivos, ele disse que encontrou em um lago, mas ainda vamos investigar a veracidade. Ele já possuía anotações criminais e também, com a apreensão da arma - que ele disse pertencer ao irmão morto, vamos apurar se ela foi usada em outros crimes na cidade".

O ataque

O atentado aconteceu na noite de sexta-feira (17), em uma conveniência de Campo Mourão, e causou grande repercussão na região.

Durante a ação, duas pessoas morreram: Márcio Bertholdi Geraldo, de 43 anos, e Michael Zachytko Cavalcante, de 38 anos.

Outras três pessoas ficaram feridas. Entre elas está a mulher de 40 anos apontada pela polícia como o possível alvo do ataque. Também foram baleados um professor de 41 anos, que segue internado com risco de ficar paraplégico, e uma jovem de 23 anos, que perdeu a visão de um dos olhos após ser atingida na cabeça.

O caso segue sob investigação, e o adolescente permanecerá à disposição da Justiça, conforme prevê o Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA).


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