Polícia Civil conclui investigação e indicia homem por feminicídio em Jaguariaíva

Crime ocorreu no início de julho e investigação reuniu imagens, testemunhos e a arma utilizada; suspeito permanece preso preventivamente


Polícia Civil conclui investigação e indicia homem por feminicídio em Jaguariaíva
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A Polícia Civil concluiu o inquérito que investigava o feminicídio de Gislaine Maria de Mello, ocorrido no dia 3 de julho de 2026, em Jaguariaíva, nos Campos Gerais do Paraná. O relatório final foi encaminhado ao Poder Judiciário e ao Ministério Público, que irão analisar as provas e dar sequência ao processo criminal.

Ao término da investigação, o companheiro da vítima foi indiciado pelo crime de feminicídio consumado, cometido em contexto de violência doméstica e familiar contra a mulher. Conforme o inquérito, também foram apontadas qualificadoras e circunstâncias agravantes, entre elas emboscada, meio cruel e motivo torpe, o que torna o crime de natureza hedionda.

De acordo com as investigações, o crime aconteceu por volta das 23h03, no bairro Kennedy 2. A vítima foi atacada com diversos golpes de arma branca na região do pescoço e morreu ainda em via pública em decorrência da gravidade dos ferimentos.

Logo após o homicídio, equipes da Polícia Civil e da Guarda Civil Municipal realizaram diligências que resultaram na localização e prisão em flagrante do suspeito. Posteriormente, durante audiência de custódia, a Justiça converteu a prisão em flagrante em prisão preventiva, mantendo o investigado recolhido no sistema prisional.

Durante a apuração, os policiais reuniram um conjunto de provas considerado consistente, incluindo imagens de câmeras de monitoramento, apreensão da arma utilizada no crime, recolhimento de roupas relacionadas ao caso e depoimentos de diversas testemunhas.

Segundo a investigação, o assassinato teria sido motivado por um sentimento de vingança relacionado ao relacionamento entre autor e vítima, circunstância enquadrada como violência de gênero.

Com a conclusão do inquérito, caberá agora ao Ministério Público decidir pelo oferecimento da denúncia à Justiça. Como se trata de um crime doloso contra a vida, o caso seguirá o rito do Tribunal do Júri.

A Polícia Civil reforçou que o combate à violência contra a mulher permanece como prioridade, destacando a atuação rápida e técnica das equipes na investigação e repressão desse tipo de crime.



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