Polícia Civil descarta indícios de tortura em investigação da chacina que matou quatro homens em Icaraíma
Delegado responsável pelo caso afirma que não há elementos que alterem as conclusões já apresentadas e que vítimas morreram de forma instantânea após serem atingidas em regiões vitais
A Polícia Civil do Paraná se pronunciou oficialmente nesta quarta-feira (17) sobre as investigações da chacina que vitimou quatro homens em uma área rural de Icaraíma, no Noroeste do Estado. A manifestação ocorreu após a repercussão de informações que levantaram a possibilidade de que as vítimas tenham sido submetidas a tortura antes das execuções.
Em nota, o delegado Thiago Andrade Inácio, responsável pelo inquérito, afirmou que não existem, até o momento, elementos novos capazes de modificar ou complementar as conclusões já apresentadas pela investigação desde o início do caso.
O crime aconteceu em 5 de agosto de 2025 e é tratado pela Polícia Civil como um quádruplo homicídio qualificado de alta complexidade. Conforme as apurações, a ação teria sido planejada e executada por meio de uma emboscada, seguida da ocultação dos corpos das vítimas e do veículo utilizado por elas.
A manifestação da corporação ocorre após a divulgação de fotografias periciais anexadas ao processo, obtidas pelas famílias das vítimas. Segundo a advogada que representa os familiares, os registros levantariam questionamentos sobre a dinâmica do crime e indicariam possíveis sinais de violência anterior às mortes.
Apesar disso, a Polícia Civil afirma que os materiais analisados até agora não permitem concluir que houve tortura.
“Até o presente estágio das investigações, não foram identificados elementos probatórios que permitam concluir pela ocorrência de tortura”, destacou o delegado.
Ainda de acordo com a investigação, os laudos técnicos apontam que as vítimas morreram de forma instantânea em decorrência de disparos efetuados em regiões vitais do corpo. A polícia também sustenta que não foram encontradas evidências que indiquem que os homens tenham sido mantidos em cativeiro antes dos assassinatos.
O caso é considerado um dos mais impactantes dos últimos anos na região. As vítimas foram identificadas como Robishley Hirnani de Oliveira, Rafael Juliano Mariscal, Diego Henrique Affonso e Alencar Gonçalves de Souza Giron. Após desaparecerem, os quatro foram encontrados enterrados em uma propriedade rural de Icaraíma.
As investigações seguem sob sigilo. A Polícia Civil informou que novas informações não serão divulgadas neste momento para não comprometer o andamento dos trabalhos. Os principais suspeitos do crime, Antônio Buscariollo, conhecido como "Tonhão", e seu filho, Paulo Ricardo Costa Buscariollo, permanecem foragidos e continuam sendo procurados pelas autoridades





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