Polícia Civil aponta possível legítima defesa e pede soltura de investigado em homicídio em Ponta Grossa
Caso segue em investigação para esclarecer dinâmica do esfaqueamento e possível excesso na ação
A Polícia Civil do Paraná (PCPR), por meio do Setor de Homicídios da 13ª Subdivisão Policial de Ponta Grossa, informou que se manifestou à 3ª Vara Criminal da Comarca pela desnecessidade de manutenção da prisão preventiva do investigado no homicídio de Vinicius Ortiz Pereira. O crime ocorreu no último dia 14 de junho de 2026, na Rua Júlia Wanderley.
De acordo com as apurações iniciais, a vítima estaria armada com uma faca e agredindo sua ex-companheira, com indícios de intenção de matá-la. Diante da situação de risco iminente, dois investigados teriam intervindo para proteger a mulher.
Embora a dinâmica exata do esfaqueamento ainda esteja sendo analisada, a Polícia Civil aponta que, em um primeiro momento, a ação pode estar amparada pela legítima defesa de terceiro, prevista no Código Penal como causa de exclusão de ilicitude.
O delegado Luís Gustavo Timossi, responsável pelo caso, destacou que o avanço das investigações trouxe novos elementos que alteraram o entendimento inicial. Segundo ele, os investigados teriam agido inicialmente para salvar a vida da vítima da agressão. “Com isso, entendo que a liberdade do investigado não representa risco às investigações nem à ordem pública, sendo que ele não possui antecedentes criminais”, afirmou.
A PCPR ressaltou que a eventual concessão de liberdade depende exclusivamente de decisão do Poder Judiciário e não interfere no andamento das investigações. Neste momento, o foco está em esclarecer o momento exato em que ocorreu o esfaqueamento, inclusive com análise de imagens gravadas por terceiros, para avaliar se houve proporcionalidade na ação.
A Polícia Civil também destacou que a atual manifestação não impede um eventual indiciamento por homicídio qualificado, nem uma nova prisão, caso surjam novos elementos no decorrer das investigações.





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