PF rejeita segunda proposta de delação de Daniel Vorcaro no Caso Master

Banqueiro segue preso em Brasília e negociações para acordo de colaboração continuam com a Polícia Federal e a Procuradoria-Geral da República


PF rejeita segunda proposta de delação de Daniel Vorcaro no Caso Master
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A Polícia Federal rejeitou uma segunda proposta de acordo de delação premiada apresentada pela defesa do banqueiro Daniel Vorcaro, investigado no âmbito do Caso Master. As negociações, no entanto, continuam em andamento entre a defesa, a Polícia Federal e a Procuradoria-Geral da República (PGR).

Vorcaro está preso em Brasília sob acusação de liderar um esquema bilionário de fraudes financeiras que, segundo as investigações, pode ter causado prejuízos de até R$ 12 bilhões.

De acordo com informações apuradas junto à investigação, a primeira versão da delação já havia sido recusada no mês passado. Entre os motivos apontados pelos investigadores está o entendimento de que o material entregue pela defesa acrescentava poucas informações relevantes em relação ao que já havia sido descoberto pela Polícia Federal. Além disso, havia a percepção de que o banqueiro estaria evitando comprometer pessoas próximas.

As investigações ganharam novos contornos após a apreensão de mais de oito celulares pertencentes a Vorcaro. Conforme a Polícia Federal, análises preliminares dos aparelhos indicam que o caso pode ultrapassar a esfera das fraudes financeiras, envolvendo suspeitas de corrupção, organização criminosa e até o uso de uma estrutura paralela para monitorar adversários e obter informações sigilosas.

Em março deste ano, Vorcaro foi transferido da Penitenciária Federal de Brasília para a Superintendência da Polícia Federal na capital federal. A mudança ocorreu um dia após seu advogado procurar a PF para manifestar interesse em firmar um acordo de colaboração premiada.

Na ocasião, o banqueiro assinou um termo de confidencialidade que deu início às tratativas para a delação. Já no início de maio, a defesa concluiu os anexos do acordo e entregou o material às autoridades em um dispositivo eletrônico para análise.

As negociações seguem em curso, mas até o momento nenhuma proposta apresentada foi aceita pelas autoridades responsáveis pela investigação.

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