Polícia Civil esclarece acidente fatal na BR-277 e aponta verdadeiro motorista da caminhonete
Investigação revelou tentativa de enganar as autoridades, além de indícios de alta velocidade e consumo de álcool antes da colisão que matou duas pessoas.
A Polícia Civil do Paraná deve concluir no início da próxima semana o inquérito que investiga o grave acidente registrado na noite de 30 de maio de 2026, na BR-277, em Santa Tereza do Oeste. A colisão envolveu uma caminhonete Dodge RAM e um Fiat Cronos, causando a morte de um homem de 70 anos e de uma mulher de 60 anos. Uma terceira vítima ficou gravemente ferida.
Após dias de investigação, com análise de imagens, depoimentos e confrontação de versões apresentadas pelos envolvidos, os policiais conseguiram identificar quem realmente conduzia a caminhonete no momento da batida. Segundo a Polícia Civil, circunstâncias importantes teriam sido ocultadas logo após o acidente, dificultando inicialmente o esclarecimento dos fatos.
Os elementos reunidos pela investigação apontam que a Dodge RAM trafegava em velocidade extremamente elevada no momento da colisão. Também foram identificados indícios de que o motorista teria consumido bebida alcoólica antes do acidente.
O homem apontado como verdadeiro condutor tem 30 anos e estava com o direito de dirigir suspenso, além de possuir pendência relacionada à realização de curso de reciclagem. Conforme a polícia, ele também acumula histórico de infrações gravíssimas ligadas à condução perigosa de veículos.
Além das mortes provocadas pelo acidente, os investigadores apuram possíveis crimes de omissão de socorro, condução de veículo com a habilitação suspensa e fraude processual. A suspeita é de que tenha havido uma tentativa deliberada de alterar a percepção dos fatos para dificultar a identificação do motorista responsável pela caminhonete.
Durante as investigações, a Polícia Civil constatou ainda que um homem de 29 anos se apresentou como condutor do veículo e assumiu a responsabilidade pelo acidente. Diante das evidências reunidas, ele deverá ser indiciado pelo crime de autoacusação falsa.
Uma mulher de 39 anos também deverá responder por falso testemunho. De acordo com a investigação, foram encontradas inconsistências entre suas declarações e os demais elementos probatórios obtidos ao longo do inquérito.
O relatório final deverá ser encaminhado ao Ministério Público na próxima semana. A partir da análise dos autos, serão definidas as medidas judiciais cabíveis e a tipificação dos crimes, incluindo a avaliação sobre eventual homicídio culposo ou homicídio com dolo eventual.







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