Em novembro de 2024, a tatuadora Giovana Chiquinelli Marcatto celebrava nas redes sociais a chegada do primeiro filho, Dante, com mensagens de gratidão e afeto. “O melhor presente que Deus me deu”, escreveu, emocionando amigos e seguidores. “Agora somos eu e você para sempre”, completou, em declaração de amor ao bebê.
Menos de um ano depois, o enredo tomou um rumo trágico. Na noite desta quarta-feira (27), Giovana foi presa preventivamente, sob suspeita de ter tirado a vida do próprio filho de apenas 9 meses.
O caso veio à tona no último dia 26, quando a mãe levou o bebê ao Hospital Estadual da Vila Alpina, na Zona Leste de São Paulo, afirmando que ele “não estava bem”. Horas depois, Dante não resistiu. Inicialmente, a ocorrência foi registrada como “morte suspeita” no 70° Distrito Policial (Vila Ema).
As investigações avançaram rapidamente após a análise de imagens de segurança que mostraram Giovana entrando, no dia 25, em um pet shop próximo à sua casa, na Vila Independência, onde comprou uma embalagem de veneno para ratos.
De acordo com o laudo do Instituto Médico Legal (IML), a criança ingeriu a substância cerca de três horas antes da morte. A própria mãe teria relatado que, no período da tarde, alimentou o bebê com banana amassada — coincidindo com o horário estimado da ingestão do veneno.
Com esses elementos, a polícia passou a tratar o caso como homicídio qualificado. Giovana foi detida e permanece à disposição da Justiça.
A motivação ainda é desconhecida, e familiares tentam compreender a reviravolta entre as declarações públicas de amor ao filho e a suspeita do crime brutal. A Polícia Civil segue colhendo depoimentos e analisando provas que possam esclarecer o caso.