Show Rural: Produto com tecnologia brasileira pode reverter dependência externa por adubos fosfatados

Uma parceria público-privada entre a Embrapa e a empresa Bioma oferece pela primeira vez ao mercado brasileiro um inoculante totalmente desenvolvido a partir de tecnologia nacional. O produto denominado BiomaPhos alia sustentabilidade e produtividade porque é biológico – produzido a partir de duas bactérias identificadas pela Embrapa, sendo uma no solo e a outra no milho – e capaz de aumentar a absorção de fósforo pelas plantas, o que pode mudar o quadro de alta dependência brasileira do mercado internacional de fertilizantes.

À Embrapa coube a parte de pesquisa, com a detecção das bactérias que apresentam aptidão para solubilizar ou tornar disponível o elemento fosfato. Esse mineral é indispensável para o crescimento e a produção vegetal, já que interfere nos processos de fotossíntese, respiração, armazenamento e transferência de energia. Concluída essa etapa, a empresa Bioma estabeleceu os índices de produção em larga escala e a formulação do produto, que permitiram melhor sobrevivência do inoculante na prateleira e nas condições de campo.

“As cepas das bactérias Bacillus subtilis (CNPMS B2084) e Bacillus megaterium (CNPMS B119) conseguem fazer com que maior quantidade de fósforo seja absorvida pelas raízes, recebendo em troca compostos fundamentais para o crescimento bacteriano, como fontes de carbono, em especial açúcares e ácidos orgânicos”, explica Christiane Paiva, pesquisadora da área de Microbiologia do Solo da Embrapa Milho e Sorgo, responsável pela pesquisa que culminou com o lançamento do produto comercial.

Aumentos médios de produtividade chegam a 10%

Resultados de experimentos na cultura do milho conduzidos em regiões brasileiras mostram aumentos médios de produção de grãos de cerca de 10%, o que pode corresponder a um ganho médio de até dez sacas por hectare. “Esses experimentos avaliaram a inoculação combinada com a adubação reduzida de superfosfato triplo, o que pode diminuir o gasto para o produtor com fertilizantes sintéticos”, destaca a pesquisadora Christiane Paiva. Outro diferencial do uso do inoculante é uma redução significativa no índice de emissão de CO2 na atmosfera. “Com isso, os resultados demonstram que é possível empregar uma tecnologia limpa e de baixo custo na cultura do milho, contribuindo para a sustentabilidade na agricultura, sem perdas para o meio ambiente”, reforça.

Sorgo BRS 658: silagem de alta qualidade

O BRS 658 é um híbrido de sorgo silageiro desenvolvido pela Embrapa Milho e Sorgo para atender a demanda por maior eficiência e melhor qualidade na alimentação de bovinos. Possui produtividade média de 50 t/ha de massa verde, colmos com excelente padrão fermentativo e alta porcentagem de grãos na massa, proporcionando uma silagem de alta digestibilidade e alto teor proteico (entre 8 e 9% de proteína bruta).

A cultivar possui, ainda, estabilidade de produção, tolerância à seca, baixo custo de produção, alta resistência ao acamamento, alta sanidade foliar, com destaque para a tolerância ao míldio.

Milho BRS 3042: precocidade e estabilidade de produção

Essa cultivar apresenta ciclo precoce e possui alta resistência ao acamamento e ao quebramento, além de possuir características agronômicas equilibradas, “associando estabilidade de produção com adaptação ampla para cultivo, com destaque para a safrinha do Brasil Central”, enumera o pesquisador Paulo Evaristo de Oliveira Guimarães, da Embrapa Milho e Sorgo. Outro diferencial da cultivar é a excelente relação custo-benefício em relação à produtividade e ao menor custo de sementes.

Milheto BRS 1503: cobertura com alta qualidade

A variedade de milheto BRS 1503 é adaptada para produção de massa em sistemas de plantio direto e com bom potencial de produção de grãos. A produtividade de grãos é de 2,5 t/ha. Apresenta também, boa capacidade de perfilhamento, com crescimento rápido e alta produção de biomassa, com sistema radicular profundo e abundante promove a ciclagem de nutrientes para a camada mais superficial do solo. A cultivar apresenta baixo fator de reprodução das principais espécies de nematoides.

Via: Redação/Guilherme Viana - Foto: Divulgação 

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