Salete disponibiliza 10 leitos de retaguarda para vítimas da dengue

Após pedido da Sesa (Secretaria de Estado da Saúde) por meio da 10ª Regional de Saúde de Cascavel e a Secretaria Municipal de Saúde de Cascavel, o Hospital do Coração Nossa Senhora da Salete disponibilizou 10 leitos para o SUS (Sistema Único de Saúde) para atendimento de pacientes com sintomas de dengue.

O diretor do hospital, Adalberto de Carli Oliveira, relata que os leitos já estão disponíveis, aguardando pela transferência dos pacientes, que será feita das UPAs (Unidades de Pronto-Atendimento), com o devido diagnóstico confirmado. “Já atendemos outros pacientes em anos anteriores, então o protocolo será o já desenvolvido”, reforçou.

Vale lembrar que não serão atendidos pacientes no hospital, sem antes passarem pelas UPAs e terem a confirmação do caso.
O diretor da 10ª Regional da Saúde, João Gabriel Avanci, lembra que os primeiros pacientes podem chegar ainda nesta quarta-feira (26) e serão encaminhados apenas doentes com sintomas menos graves.

A medida pretende, por exemplo, desafogar as Unidades de Pronto-Atendimento. “Há alguns dias tivemos uma conversa muito positiva com a direção do hospital e gostaríamos de agradecer a prestatividade com que nos atenderam. A gente entende que para isso é necessária a realocação de leitos, mas o hospital os cedeu de forma muito atenciosa”, afirma o diretor da Regional.

Outra intenção é desafogar os atendimentos por dengue no HU (Hospital Universitário), sendo então encaminhados para lá as situações mais graves da doença. “Os casos com menor gravidade seguirão para o Salete e teremos leitos disponíveis para os casos mais críticos no HU”, destacou.
Segundo João Gabriel, a regional, que hoje contempla 25 municípios, não vive o risco de epidemia generalizada, mas a situação é crítica em parte dos municípios da cobertura. Em Cascavel, por exemplo, já se evidencia uma condição iminente de epidemia em poucos dias caso o vetor não for controlado.

Ocorre que, o período crítico para proliferação de mosquitos e contágio à doença ainda têm 4 semanas pela frente. “Se a população fizer sua parte, eliminar os criadouros, ainda poderemos evitar uma série de novos casos, de mortes, são 4 semanas pela frente para fazermos isso, mas é preciso envolvimento e ação”, destacou.

Até o boletim divulgado na semana passada pela Sesa, a 10ª Regional contava com 635 casos confirmados e 2,3 mil suspeitos. Ao menos 60 pessoas contraíram a doença em sua forma mais agressiva, seja hemorrágica ou com sinais de alarde por toda a região. “O mosquito está se adaptando e a gente precisa vencê-lo. Antes ele não se reproduzia em água suja, agora ele se reproduz. Ele até ficou mais resistente ao inseticida e agora um novo produto chega para atacá-lo. As equipes ainda estão em treinamento sobre a utilização”, completou.

Via: RedaçãoJuliet Manfrin- Foto Aílton Santos /P24

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