Máscaras e álcool gel começaram a desaparecer em Cascavel

A chegada do novo coronavírus ao Brasil trouxe com ele o desespero do contágio, o corre-corre às farmácias e distribuidoras de materiais hospitalares.

Em Cascavel as máscaras começam a desaparecer com rapidez. “Vendi 50 delas avulsas para uma pessoa agora pouco e ficamos sem estoque, só temos 35 em outra loja e custa R$ 0,65 cada”, afirmou uma balconista por telefone.

Em outra rede, as máscaras também estão próximas do fim e sem previsão da chegada. “Temos só mais uma caixa. Somente hoje cedo vendemos muitas”, contou o balconista de outra rede.

Em uma empresa que vende materiais cirúrgicos na cidade, a vendedora reforça: “tem um pouco, mas está acabando”. “Aumentou e muito a procura de ontem para hoje [de quarta-feira para quinta-feira] tanto por máscaras quanto por álcool em gel”, reforçou.

O motivo está na confirmação do primeiro caso da doença no País, um homem que mora em São Paulo e que esteve na Itália. “Temos recebido clientes que vão viajar e não querem sair sem, mas tem gente que não vai sair da cidade e resolveu comprar por precaução”.

A falta de estoque parece, portanto, ser um problema enfrentado não apenas em Cascavel.
O deputado federal de Toledo, José Carlos Schiavinato, usou as redes sociais para alertar que em Brasília as farmácias não se prepararam.  “Farmácias em Brasília não se prepararam para atender seus clientes, máscara cirúrgica não se encontra mais. Falha grave”, disse em uma rede social.

Sem motivos para alarde
Também nesta quinta-feira a Secretaria de Saúde de Cascavel ativou o COE (Centro de Operações de Emergência). “Um dos principais objetivos é identificar os possíveis casos suspeitos de coronavírus no Município, fazer as orientações técnicas, encaminhamentos de amostra, orientações para população e divulgação dos casos”, detalhou a diretora de Vigilância em Saúde, Beatriz Tambosi em material veiculado pelo Município. 

Apesar do elevado índice e a rapidez do contágio provocado pela doença, na maioria dos casos os pacientes não terão sintomas graves com risco à vida, dessa forma, lembra o diretor da 10ª Regional da saúde de Cascavel, João Gabriel Avanci, não há motivos para pânico.

Avanci reforça que o essencial é manter uma boa higienização, sobretudo das mãos e cuidados ao tossir. “É prematuro cogitar uma epidemia da doença [no Brasil e no Paraná], só vamos ver isso quando iniciar o inverno, mas importantes medidas já são adotadas para evitar a propagação, como a quarentena que já vem sendo feita”, reforçou.

O diretor lembra que como houve a quebra do bloqueio no Brasil, a tendência é para que casos passem a ser notificados e confirmados. “Mas não é momento de alardes, os cuidados e os tratamentos são iguais aos tomados com o H1N1, então não há nada de novo a ser feito”, reforça.

Em Cascavel já está disponível também um leito de isolamento  no HU (Hospital Universitário) como medida de contingência. Em caso de necessidade o apoio será dado, segundo Avanci, pelo Hospital São Lucas. “O importante é permanecer atento para os fatores de risco e havendo esses fatores [ter vindo de uma região de risco, ter tido contato com alguém que veio de uma região de risco associado aos sintomas como febre, tosse, dor de garganta e dificuldade respiratória], é importante procurar atendimento médico”, considerou.

Via: Redação/Juliet Manfrin- Foto: Divulgação

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