Defesa Civil faz treinamento a brigad sno interior

Como os distritos de Cascavel são mais afastados da região central do município, o atendimento médico prestado pelo Samu, Siate e até o Corpo de Bombeiros, acaba levando um pouco mais de tempo para chegar ao local da ocorrência devido ao extenso deslocamento.

Diante desse panorama, a Defesa Civil de Cascavel desenvolve um projeto desde novembro de 2019, em que presta treinamentos de brigada de emergência para a população que vive nessas regiões de Cascavel, formando assim um Núcleo de Proteção e Defesa Civil. O objetivo é capacitar a comunidade para prestar os atendimentos de primeiros socorros e também de combate a incêndio para que eles saibam como agir caso ocorra algum incidente.

O primeiro distrito a receber a ação foi Rio do Salto, onde já foram formados 20 brigadistas. Em Juvinopólis, 20 alunos estão já na fase final do curso, que deverá ocorrer em março. O cronograma com os próximos distritos ainda não está definido. No treinamento, o Corpo de Bombeiros oferece o material teórico e a Defesa Civil fica responsável pelas aulas práticas.

 O curso, conforme o assessor técnico da Defesa Civil e instrutor, Valdenir Pinto Ribeiro, visa à formação de brigadista de forma avançada. “São 30 dias de teoria via EAD (Ensino a Distância) pelo site do Corpo de Bombeiros, ou mediante apostilas que são fornecidas aos alunos. Após esse período, quem obter média superior a 7, é aprovado na parte teórica e passa para as atividades práticas”, explica.  O coordenador da Defesa Civil, Márcio Ribeiro, também é um dos instrutores do projeto.

Os colaboradores do Núcleo Industrial Citvel e dos conjuntos Pazzinatto e Quebec também passaram pelo treinamento
primeiro atendimento salvou uma vida .
A aluna Denise de Souza, de Rio do Salto, nunca imaginou que usaria seus conhecimentos adquiridos no treinamento tão cedo. Mas a vida lhe pregou uma surpresa. Em dezembro, enquanto ela estava trabalhando em uma lanchonete, um jovem acabou sendo esfaqueado. De imediato, ela não se desesperou e friamente conseguiu realizar o os primeiros atendimentos ao rapaz evitando que ele morresse. “No primeiro momento pedi para ver a situação do ferimento, enquanto isso eu já chamava o Siate. Como estava escorrendo sangue eu sabia que não tinha atingido uma artéria. Então, pedi ao rapaz para tirar a camisa para estancar o sangue e se deitar no chão. Enquanto isso, fui falando com o pessoal do Siate. Eu comuniquei a eles que o rapaz tinha sofrido um corte no pescoço por arma branca,que estava etilizado e que não tinha afetado artéria. Foi uma sensação incrível saber o que fazer naquele momento: eu pude salvar uma vida”, conta ela sobre o ocorrido. O jovem que teve sua vida salva por Denise, rejeitou o atendimento do Siate, isso porque, mais tarde, descobriu-se que ele tinha pendências com a Justiça.



Denise já tem experiência em relação a esse tipo de atendimento, pois é estudante de Técnica de Enfermagem, mas garante que os ensinamentos que obteve no treinamento foram cruciais para realizar o atendimento ao rapaz.
Para o assessor técnico da Defesa Civil, Valdenir Pinto Ribeiro, a atuação da brigadista fez a diferença entre a vida e a morte do jovem atendido. “Ele estava com uma hemorragia severa. A aluna fez uma intervenção brilhante, ajudou no estancamento do sangue, na orientação e fez a diferença. A intervenção da brigadista foi fundamental, pois foi o que salvou a vida do rapaz. Se ela não tivesse lá, o jovem teria morrido de hemorragia”, conclui. 



Via: Redação/Skalet Fernanda - Foto: Luiz Felipe Max/P24

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