Comandante de UPS afirma que viaturas não param na região oeste

O aumento das mortes violentas na região oeste de Cascavel reacende a discussão sobre uma possível migração da criminalidade no município.

Em 2018, justamente para enfrentar e reduzir as elevadas estatísticas policiais, o Bairro Santa Cruz recebeu uma UPS (Unidade Paraná Seguro), mas neste ano de 2020, em específico, os crimes contra a vida aumentaram substancialmente naquele entorno. Cascavel tem neste momento 7 homicídios, um feminícidio e duas mortes em confronto com a polícia, totalizando 10 mortes violentas. No mesmo período do ano passado eram apenas duas: um homicídio e um feminicídio.

O que chama atenção nos dados atuais é que a região do Bairro Santa Cruz concentra ao menos quatro desses casos: são três homicídios e um feminicídio. Há ainda uma morte em investigação, de um corpo localizado no lago do Ecopark no mês de janeiro.

Na tarde desta quinta-feira (27) o presidente da Câmara de Vereadores de Cascavel, Alécio Espinola, foi à UPS em visita ao comandante da unidade, Elias Anastácio dos Santos, depois que informações começaram a circular pela cidade que as viaturas estavam paradas por falta de combustível, condição negada por Anastácio.

O sargento disse ainda que uma das viaturas da base circula 24 horas por dia e outra em períodos específicos, por pelo menos 12 horas/dia. A estrutura conta hoje com 15 policiais e um dos compromissos do representante do legislativo foi o do envio de um Requerimento ao Estado pedindo reforço no envio. A UPS atende a seis bairros e seus respectivos conjuntos habitacionais. “Combustível hoje não é a preocupação como no passado, é o suficiente, as viaturas poderiam melhorar? Poderiam, Mas é o que tem”, completou o sargento ao lembrar que, além dos veículos da base, há ainda o patrulhamento feito pelo Choque, pela Rotam, pela Rocan e pela Cavalaria.

“O policial na rua traz a sensação de segurança”, reconhece.
Outra questão pontuada foi que, o crime contra a vida é difícil de ser evitado. “Então tem como tirar os meios da pessoa cometer o crime, mas não tira a vontade, se ela tem a intenção de matar (...) o policiamento ostensivo resolve só que um número de ocorrências menores demanda muito tempo, duas até quatro horas, então é o tempo que o policial e a viatura ficam lá [sem poder realizar patrulhamento]”, completou.

As mortes na região do Santa Cruz
O primeiro homicídio do ano no Santa Cruz dói em 7 de janeiro quando um homem foi encontrado morto, a golpes de faca, na rua Tupinambas. Um dia depois foi a vez de um corpo ser localizado no lago do Ecopark, mas ainda não se sabe se a morte foi por homicídio. Ela segue em investigação.
No dia 18 de janeiro, uma briga entre irmãos resultou com os dois esfaqueados, um deles não resistiu e morreu no local.

No dia 28 de janeiro foi registrado o primeiro feminicídio do ano na cidade, uma mulher foi morta pelo companheiro em casa, em plena luz do dia.
O último caso foi registrado no início da noite desta quarta-feira (26) quando um homem foi morto com um tiro na cabeça.

Via: Redação/Juliet Manfrin- Foto: Aílton Santos P24

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