Casas são interditadas por risco de desabamento no Pioneiros Catarinenses

Fiscais do Crea/PR, o fiscal de obras da prefeitura, Defesa Civil e Corpo de Bombeiros estiveram na tarde desta quinta-feira (13) no bairro Pioneiros Catarinenses onde fizeram a vistoria de uma obra de edificação de dois sobrados na rua Porto Alegre, em Cascavel.

Moradores da rua Chiamulera , que fica em uma das laterais da edificação, afirmam que suas residências estão desabando desde o início do ano, quando uma escavação nesse terreno onde as casas em edificação iniciou.

Uma das moradoras, a atendente Solange Aparecida Magalhães, relatou que o primeiro a despencar foi o muro da sua casa, depois, os trabalhadores da obra afirmaram que uma parede precisaria ser removida, mas que eles a reconstruiriam. Ocorre que o banheiro da casa de Solange acabou caindo junto com a parede removida. “Estou sem banheiro desde janeiro, disseram que iriam fazer, iniciaram, mas até agora não concluíram. Estou sem banheiro em casa”, afirmou.

Outra situação como essa foi registrada na madrugada desta quinta-feira. Por volta das 5h30 houve um desmoronamento de terra e levou junto um novo muro, recém-construído. O desmoronamento aconteceu bem próximo ao quarto onde Rafael dormia. “Levei um grande susto, já pensou se o quarto cai junto?”, destacou.

Após as vistorias, não se decidiu por interditar a construção, mas ao menos duas das três casas próximas e que estão afetadas pelo desnivelamento do terreno foram interditadas e os moradores precisavam tirar seus pertences. “Eu e minha filha não temos para onde ir, os parentes estão com as casas cheias já, não sei para onde vamos”, destacou Solange.

A casa de Rafael também foi interditada e as quatro pessoas que moram nela, inclusive uma idosa, dizem também não ter para onde ir.

O advogado das vítimas, Leandro Fagundes Domingues, afirma que o processo será judicializado em busca de identificar os culpados, se assim ficar comprovado, pedir ressarcimento pelos danos, bem como o custeio de despesas para acomodação das famílias que terão de deixar suas casas. Os moradores afirmam que tentavam uma conversa amigável com o construtor, mas que se chegou ao ponto delicado de elevado risco à integridade física de quem permanecesse dentro das casas.
Os fiscais do Crea/PR constataram que a obra está sob responsabilidade de um arquiteto. Sendo assim, a apuração da responsabilidade fica a cargo do Conselho de Arquitetura e Urbanismo, onde o profissional é registrado.

Já o construtor  Valdemiro Rosalino, disse ter toda a documentação necessária e que a edificação é devidamente acompanhada por engenheiro e arquiteto.

 “Sempre conversei com os moradores se tivesse causado danos, eu estava responsável por executar [o conserto]. Eu refiz o banheiro para a proprietária com tudo novo. Esse lado não foi falado, estamos dispostos a fazer o que for preciso. Se a moradora falou que não foi construído o banheiro ela mentiu, relatou mal para vocês”, completou.

Questionado se um muro de contenção não se fazia necessário ali, já que a estimativa é que a escavação é de cerca de quatro metros de profundidade e de desnivelamento com os outros terrenos, o construtor disse que não porque, se houvesse um muro, apresentaria dilatação e fissura.

Quanto ao banheiro, a moradora reforçou que somente nesta quarta-feira foi encanada a água para utilização do vaso sanitário, mas não tem piso e não há como tomar banho nele ainda. “A porta do meu quarto foi tirada, não fecha mais, minha casa é simples, mas estava ali, não tenho culpa alguma da obra deles, ele deveria ter feito o que disse que iria fazer. É um descaso, independente de como estava a situação, era a minha casa e eu ainda estou sem banheiro”, completou Solange.


Via: Redação/Juliet Manfrin- Foto/imagens: Aílton Santos/P24

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