Briga na porta de colégio termina em tragédia em Cascavel; família clama por socorro

A família de Sidnei Alves de Andrade está arrasada. Perdeu na manhã desta terça-feira (25) alguém próximo para uma doença que já é considerada uma pandemia: a condição extrema de um episódio de depressão.

Sidnei que passa esse feriado de carnaval (25) no IML (Instituto Médico Legal) de Cascavel libera o corpo de uma adolescente de apenas 14 anos que tentou contra a própria vida.
A discussão ética sobre divulgar esses casos de forma meramente estatística é conflituosa, porém já há consenso entre a comunidade cientifica de que como doença ela deve ter um olhar diferenciado, com enfrentamento público do problema, sobretudo na tentativa de falar sobre o assunto, informando canais de tratamento e salvar potenciais vítimas.

O tio conta que o problema foi potencializado na semana passada quando a adolescente e outra menina que estudam no mesmo colégio, no Cataratas, brigaram na rua. Ninguém separou a confusão e em vez disso, toda a disputa foi filmada e postada nas redes sociais. “Desde que isso aconteceu ela não quis mais sair de casa, estava em depressão profunda. Envergonhada, humilhada. Ela sofria muito bullying na escola. A chamavam de gordinha e tiravam sarro por ela estar no programa Família Acolhedora [ela perdeu a mãe e passava e passou por um processo de adoção], até que na madrugada de domingo ele tomou uma grande quantidade de antidepressivos, mas só foi encontrada no domingo a tarde, a avó dela, que tem hoje sua guarda, achou que ela estava dormindo até tarde, mas na verdade ela estava agonizando, foi levada pela família para a UPA, de lá foi para o Hospital Universitário e não resistiu, faleceu na manhã desta terça-feira. Eu procurei vocês porque algo precisa ser feito, é preciso ver isso como uma forma diferente e enfrentar isso, algo precisa ser feito. Quantas vidas mais?”, afirmou Sidnei.

A reportagem do Portal24 tentou contato com o Colégio Estadual do Cataratas, já que as meninas em tese estudavam lá, mas por ser feriado a direção não foi localizada.
“Ela já tinha depressão, sofria com o bullying , tomava remédioseve problemas em outras escolas, mas isso foi uma situação extrema. Isso deve servir com um pedido de ajuda para outras crianças e adolescentes que estão passando pelo mesmo”, segue Sidnei.
O velório será no jardim Colmeia.

Um olhar científico
A depressão entre jovens e adolescentes cresce em uma velocidade assustadora, avalia o psicólogo Ayr Belinho. Segundo ele, é necessária atenção extrema, acompanhamento profissional, estrutura familiar, apoio entre os amigos, uma rede de atenção que não pode ser formada com o silêncio. “Sem um bom acompanhamento e o tratamento adequado fica quase impossível sair do fundo do poço”, reforça sistematicamente.

O debate passou a ser mais aprofundado nos últimos anos com a instituição de um mês inteiro com ações para falar sobre o enfrentamento à doença: o Setembro Amarelo. “Não falar sobre os casos e sobre esse problema não significa que eles não existem, isso precisa ser enfrentado de forma adequada”, considerou.

Para dar atenção a casos similares, que não costumam ser raros dentro e fora de ambientes escolares, o Núcleo Regional de Educação de Cascavel, ao perceber a intensidade do problema, havia intensificado no ano passado metodologias para atendimento, a promoção do diálogo familiar, escolar, além de ações focadas na valorização da vida.

Via: RedaçãoJuliet Manfrin- Foto: Divulgação

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