Bolsa Família: debate intersetorial do programa envolve pelo menos 500 profissionais e técnicos

Mais de 500 pessoas - entre profissionais e técnicos das secretarias de Assistência Social, Educação e Saúde, bem como os demais profissionais da rede e de vários municípios da região - discutiram nesta tarde (10), no auditório da Unipar em Cascavel - a intersetorialidade do Programa Bolsa Família nas políticas de Assistência Social, Educação e Saúde durante o 2º Seminário Intersetorial do Programa Bolsa Família.

A tarde foi aberta com apresentações culturais de jovens do Centro de Convivência Intergeracinal CCI Morumbi. A temática ainda contou com a participação das palestrantes Denise Ferreira Neto e Cristina Klobukoski, ambas de Curitiba, que compartilharam a experiência realizada na Capital do Estado e comandaram a mesa redonda.

Essa discussão coletiva é fundamental para garantir o funcionamento do programa, conforme explicou o secretário de Assistência Social, Hudson Moreschi Júnior. Em Cascavel, a Comissão Municipal Intersetorial do Programa Bolsa Família - que organizou o evento - foi criada por Decreto em 2015 com objetivo de monitorar a evolução do acompanhamento das condicionalidades do Bolsa Família, para planejar e articular estratégias com a rede de proteção social, visando à superação das situações de vulnerabilidade das famílias beneficiárias e apresentar resultados e as dificuldades das três secretarias que estão envolvidas no acompanhamento.

"É de forma coletiva que conseguimos realizar o melhor atendimento possível às famílias. Isso nos dá uma responsabilidade grande, pois embora o benefício seja julgado uma simples "bolsa", na verdade ele ajuda os beneficiários a dar o primeiro passo para superar essa situação de vulnerabilidade, pois precisam cumprir vários requisitos para receber o valor, como frequentar a escola e uma unidade de saúde", detalhou o secretário.

6 mil famílias beneficiárias

Hoje em Cascavel o Programa Bolsa Família conta com cerca de 6 mil famílias inscritas. Trata-se de um sistema de transferência condicionada de renda, beneficiando famílias consideradas pobres e de extremamente pobreza, inscritas no Cadastro Único, o qual registrou, até junho deste ano, 35.635 famílias. Dessas, 3.998 com renda per capita familiar de até R$ 89,00; 3.100 entre R$ 89,01 e R$ 178,00; 11.858 entre R$ 178,01 e meio salário mínimo e 16.679 com renda acima de meio salário mínimo.

Em julho deste ano foram beneficiadas 5.455 pelo Bolsa Família, representando uma cobertura de 66% da estimativa de famílias pobres no Município, com valor médio de R$ 149,44 mensal.

Valorização e superação

Ao abrir o evento, o prefeito Leonaldo Paranhos voltou a falar do conceito de cidades inteligentes, conectadas, inovadoras, mas acima de tudo, humanas e da importância de ser valorizar as pessoas, o ser humano.

"Hoje estou abrindo o segundo evento do dia que cuida do interesse das pessoas; não consigo entender o interesse da política de um País que não dê a prioridade às pessoas, pois, aos poucos, fomos nos distanciando dessa prioridade fundamental, que é o ser humano", disse Paranhos, que nesta manhã também abriu o 1º Seminário de Saúde do Trabalhador, no Auditório da Prefeitura.

"Estes não devem ser apenas encontros formais: são atos de cidadania e de amor às pessoas em trabalhar ferramentas que possam tornar a vida dessas famílias que passam por todos nós, mais feliz e mais forte, pois todos nós que passamos por funções públicas precisamos trabalhar para tornar a vida das pessoas um pouco melhor", enfatizou o prefeito, para quem os programas sociais devem servir para estimular a superação da condição de vulnerabilidade.

Redução da evasão

A secretária de Educação, Márcia Baldini, fez uma retomada histórica do Bolsa Família, que nasceu como Bolsa Escola, para atender crianças que estavam fora da sala de aula, e passou a envolver a Assistência Social de forma interdisplinar, junto com a Saúde, ampliando o acesso ao atendimento em várias políticas públicas.

"É fundamental manter o benefício porque mesmo que o valor seja baixo, para algumas famílias ele é fundamental e, o acompanhamento dos setores, acaba sendo essencial. "Depois de constituído esse programa, vimos reduzir a evasão escolar e ampliar ao acesso aos cuidados com a saúde e assistência", reforçou.

O acompanhamento da frequência escolar, com base no bimestre de março de 2019, atingiu o percentual de 95,9% para crianças e adolescentes entre 6 e 15 anos em nossa cidade, o que equivale a 4.546 alunos acompanhados em relação ao público no perfil equivalente a 4.738. Para os jovens entre 16 e 17 anos, o percentual atingido foi de 85,0%, resultando em 539 jovens acompanhados de um total de 634.

Na saúde, o acompanhamento dos beneficiários também é significativo. Crianças até 7 anos e mulheres de 14 a 44 anos - na vigência de dezembro de 2018 - atingiu 79,1%, percentual que equivale a 6.401 pessoas de um total de 8.097 que compunham o público em acompanhamento no Município. De acordo com o gerente da Divisão de Atenção Primária, Ali Haidar, este ano já se atingiu 81% de cobertura, o que demonstra a fundamental importância da capacitação dos servidores envolvidos e de discutir monitoramentos. "É um dever nosso, enquanto servidores e um direito das famílias este acompanhamento, uma vez que na saúde também precisam de atendimento próximo, porque é a nossa população mais vulnerável e que mais precisa de cuidados especiais".

Via: Redação/Portal do Municipio de Cascavel - Foto: Divulgação 

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