Escola de Pais: "Gestão democrática não é promessa de futuro: é compromisso de presente"

Princípio constitucional amparado pela legislação brasileira e que pressupõe a participação efetiva dos segmentos da comunidade escolar, a gestão democrática começou a ser buscada em Cascavel em 2012, quando foi realizado o primeiro Seminário do Conselho Escolar, fortalecendo os conselhos com a formação continuada da comunidade escolar que atua neste espaço democrático da rede municipal de ensino de nossa cidade.

Na noite de ontem (13), para encerrar com chave de ouro a oitava edição do seminário, a Escola de Pais contou com a presença de dois promotores que debateram "O Direito à Educação e o Papel dos Conselhos" com uma plateia formada por pais, professores, diretores e demais membros dos conselhos, os quais puderam ter a certeza de que "a gestão democrática, de fato, não é promessa de futuro, mas sim, um compromisso de presente".

A aspas é do promotor de Justiça da promotoria de Educação da Comarca de Cascavel, Luciano Machado, que conduziu a mesa redonda ao lado do promotor de Justiça do Patrimônio Público da Comarca de Toledo, Sandres Sponholz, que por longo tempo respondeu pela promotoria da Educação no vizinho Município. Os especialistas na temática promoveram uma profunda reflexão sobre o papel da família e da sociedade civil organizada junto com o Poder Público na garantia do direito da criança e do adolescente do desenvolvimento integral das potencialidades na educação e no cuidado, que são deveres compartilhados do Estado e da família.

Os promotores foram recebidos para o debate pelo prefeito Leonaldo Paranhos e pela secretária de Educação, Márcia Baldini, que acompanharam a mesa redonda da plateia, encerrando o 8º Seminário dos Conselhos Escolares e o 2º Seminário de Gestão, realizado quarta (12) e ontem (13) na Univel. Antes da palestra, a comunidade escolar elegeu os representantes para os conselhos na Assembleia Geral de Pais.

"Os conselhos escolares nasceram para fortalecer a escola pública, envolver toda a comunidade escolar e dar espaço para todos na construção de um presente e um futuro melhor; são uma ferramenta extraordinária para garantir, de fato, uma escola democrática", reafirmou Paranhos.

Direito da criança e dever da família
De acordo com o promotor Luciano Machado, é direito da criança e do adolescente que os pais ou responsáveis tenham ciência e participem diretamente da educação deles, pois é dever da família trabalhar a gestão democrática do ensino junto com o Estado. "Educação é dever do Estado e da família, ou seja, é dever cívico e do cidadão em casa; não é entregar para a escola e achar que não tem mais responsabilidade sobre isso. A gestão democrática implica a atuação de todos nós, como povo; temos que estar todos juntos e tratar a criança e o adolescentes como prioridade", enfatizou, citando os avanços da nossa cidade.

"É para isso que estamos aqui: para avançarmos ainda mais e construirmos juntos a escola que queremos para os nossos filhos. Quando olho para traz, cerca de dez anos, vejo o quanto já conquistamos. E o Conselho Escolar tem essa finalidade de efetivar essa promessa de gestão, com cidadania, responsabilidade social", acrescentou.

Uma cidade que é referência!
O promotor disse que Cascavel é referência para o Brasil em acolhimento, assim como em organização em rede. "Somos referência no Programa Família Acolhedora, temos excelência no trabalho com pessoas em vulnerabilidade social e, hoje, a rede assistencial, por exemplo, tem conhecimento dos poucos casos de resistência de acolhimento que temos; assim como o Caps-Ad conhece de nome os drogaditos que têm resistência ao atendimento, e a rede municipal de educação sabe o nome dos poucos alunos mais problemáticos. Enfim, uma cidade do tamanho de Cascavel poder ter o privilégio de saber quais são os maiores problemas na área da infância, assistência social, drogadição e escola, é um privilégio! Se não conseguirmos avançar em âmbito de Brasil, pelo menos em Cascavel vamos continuar caminhando", concluiu.

Educar x cuidar
Sponholz disse que precisamos lutar para que a educação seja prioritária em face do cuidar, sem perder de vista o cuidado, ou seja. Ele entende que se "continuarmos no sistema do cuidar como critério para definir vaga, nunca a educação infantil será reconhecida como educação: será reconhecida como entidade social. E o papel do professor de educação infantil não é papel assistencial, pois é de educador".

O desafio, segundo ele, é encontrar a "fórmula mágica" para administrar a falta de vagas na rede para crianças de 0 a 3 anos de idade, que têm o direito de serem atendidas pedagogicamente, não apenas porque os pais precisam deixar o bebê para trabalhar, mas porque elas precisam de um espaço adequado para o desenvolvimento integral.

Via: Redação/Portal do Município de Cascavel - Foto: Divulgação 

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