Cerca de 520.148 mil pessoas beneficiárias do Bolsa Família solicitam desligamento voluntário do programa

Cerca de 520.148 mil pessoas já solicitaram o desligamento voluntário em todo o país, segundo a Secretaria Especial do Desenvolvimento Social. As famílias que desejarem sair do Bolsa Família por terem conquistado autonomia e independência financeira devem procurar o setor responsável pelo programa em sua cidade e fazer a solicitação.

Caso o beneficiário volte a uma situação de vulnerabilidade, tem retorno garantido ao programa.
Famílias que pedem o desligamento voluntário têm o direito de voltar ao programa em 36 meses, sem a necessidade de passar por um novo processo de seleção. Basta se dirigir ao setor responsável e solicitar o retorno. Após atualizar as informações cadastrais, o beneficiário volta a receber o pagamento no mês seguinte”, explica a diretora do Departamento de Benefícios do Ministério do Desenvolvimento Social (MDS), Caroline Paranayba.
A agricultora Maria Cecília Moreira, de 55 anos, observa a pequena propriedade rural, no interior do município de Andradas, em Minas Gerais. Há mais de três décadas, em meio à natureza, uma casa simples de dois cômodos abriga Maria e seu único filho, Ricardo, 38 anos. A sétima filha de 18 irmãos foi criada na roça e todo o sustento da família veio da terra. 

O ingresso no Bolsa Família permitiu que o benefício de R$ 150 ajudasse na alimentação. “Comprava gás de cozinha e o que sobrava ia para carne”, conta. No entanto, a agricultora sempre teve a certeza de que, ao se aposentar, comunicaria ao setor responsável pelo programa que não precisaria mais do benefício.

E, assim, a dona Maria Cecília o fez. A agricultora diz que, agora, o valor que recebia servirá para amparar outras pessoas. “Sinto-me muito feliz e aliviada. Receber a aposentadoria e o Bolsa Família, ao mesmo tempo, não seria certo para mim. Eu estaria pegando dinheiro de outra pessoa que precisa”, avalia.


Desligamento voluntário
A agricultora Maria Cecília Moreira, de 55 anos, observa a pequena propriedade rural; no interior do município de Andradas, em Minas Gerais. Há mais de três décadas, em meio à natureza, uma casa simples de dois cômodos abriga Maria e seu único filho, Ricardo, 38 anos. A sétima filha de 18 irmãos foi criada na roça e todo o sustento da família veio da terra.

O ingresso no Bolsa Família permitiu que o benefício de R$ 150 ajudasse na alimentação. “Comprava gás de cozinha e o que sobrava ia para carne”, conta. No entanto, a agricultora sempre teve a certeza de que, ao se aposentar, comunicaria ao setor responsável pelo programa que não precisaria mais do benefício.

E, assim, a dona Maria Cecília o fez. A agricultora diz que, agora, o valor que recebia servirá para amparar outras pessoas. “Sinto-me muito feliz e aliviada. Receber a aposentadoria e o Bolsa Família, ao mesmo tempo, não seria certo para mim. Eu estaria pegando dinheiro de outra pessoa que precisa”, avalia.

Saiba mais
O programa é voltado para famílias com renda mensal por pessoa de até R$ 89; além daquelas com renda familiar mensal de até R$ 178 por pessoa e que tenham crianças, adolescentes ou gestantes entre os membros. Atualmente, 14,1 milhões de famílias estão no Bolsa Família. Ao ingressarem, as famílias devem cumprir condicionalidades nas áreas de Saúde e Educação. O valor repassado varia conforme o número de membros da família; idade e renda declarada no Cadastro Único para Programas Sociais do Governo Federal.

Via: Redação/Ministério do Desenvolvimento Social  - Foto: Divulgação/MDS 

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