Emoção pela conquista: Sentimento que prevaleceu na formatura da EJA

Ler um bilhete, ou até mesmo uma placa indicando o nome de uma rua é tarefa fácil para a maioria das pessoas, até mesmo para crianças, mas para quem não tece acesso às carteiras escolares na infância, ou por algum motivo teve que abandonar a escola ainda muito cedo, decifrar o universo das palavras é um grande desafio, que os faz, na maioria das vezes, depender de terceiros para lhes prestar informações tão simples do dia a dia. A EJA (Educação para Jovens e Adultos) vai além de auxiliar a vencer este tipo de barreiras e oferece aos alunos a oportunidade aprender a ler, escrever e ainda abrir as portas do conhecimento científico, renovando a esperança de que é possível ir além.

Na noite de sexta-feira (7), no auditório da Univel, durante a Formatura da EJA 2018, da Rede municipal, o que se viu foi o brilho nos olhos de mais de uma centena de pessoas que abraçaram a oportunidade e o desafio de voltar ou iniciar seus estudos. Que conforme explicou a coordenadora da EJA na Rede Municipal, Bruna de Souza Pereira Santos, alcançaram acima de tudo autonomia. "Esse ano mesmo tivemos casos de alunos que conseguiram tirar a carteira de habilitação, um sonho de uma vida inteira. Casos de alunos que pela primeira vez receberam uma correspondência e conseguiram ler, compreender o que estava escrito e resolver os problemas", relata. Um exemplo dessa autonomia é a história do senhor Joaquim Lopes Vicente, de 69 anos, que relatou aos presentes da felicidade dele em poder ler a bíblia, que foi o que o motivou a estudar.

Além da persistência dos alunos, a dedicação dos professores também teve destaque e não faltou elogios para os educadores. A Secretária de Educação, Marcia Baldini, enalteceu o esforço de muitos professores, que além de dedicar um tempo extra às aulas noturnas, ainda vão em busca de novos alunos. "A gente sabe do valor que eles têm, da dedicação, e isso faz a diferença na vida dos nossos alunos e de seus familiares, pois o ensino que eles buscam nas nossas escolas, eles levam para a vida, se tornam emancipados", disse Marcia. A coordenadora da EJA ainda lembrou do grande desafio que é o trabalho com os alunos haitianos, por conta da linguagem. "Os professores se desdobram para conseguir atender. Pesquisam utilizam matérias de uma forma ou de outra, para que estes alunos sejam inseridos realmente na sociedade", conclui.

Grandes exemplos
O ponto alto da noite foi a homenagem feita aos dois formandos mais idosos, o senhor João Pereira de Oliveira, de 74 anos, e a dona Égede Ramos de Camargo, de 72, ambos alunos do Centro Paulo Freire. O sr. João não teve condições de estudar na infância, pois desde muito cedo teve que que trabalhar no campo, mas sempre prezou a Educação e batalhou para oportunizar o ensino necessário para cada um de seus filhos.

Já a dona Égide, recentemente perdeu a visão e procurou e buscou no Centro Paulo Freire e oportunidade de dar continuidade aos estudos e ainda se apropriar do código Braille, por meio do atendimento especializado que é oferecido pela Rede Municipal.

Via: Redação/Portal do Município de Cascavel - Foto: Divulgação 

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