Handebol: Santo Antônio do Sudoeste dá exemplo de inclusão no esporte

Em busca do terceiro título consecutivo do Campeonato Paranaense de Handebol Infantil, a equipe feminina de Santo Antônio do Sudoeste venceu seus dois compromissos na rodada de abertura da competição, realizada na quinta-feira (15), feriado da Proclamação da República, na cidade de Maringá.

Superior em quadra, as santo-antonienses atropelaram as adversárias, mostrando que vieram determinadas a manterem o caneco em casa. Frente às meninas de Astorga Handebol, ganharam de 30 a 05 e sobre Ribeirão do Pinhal Handebol venceram de 21 a 07, resultado que coloca o elenco em 1º lugar do grupo A.

Somado os títulos estaduais e a recente conquista dos Jogos Escolares do Paraná (JEPS), que classificou o time à etapa nacional após sagrar-se campeã da fase regional dos Jogos Escolares da Juventude, a seleção santo-antoniense chegou à disputa do Paranaense como grande favorita a colocar a medalha de ouro no pescoço. “É difícil lidar com esse tal favoritismo, até pela questão de termos ganhado os JEPS, mas já trabalhei bastante com elas, porque aqui a competição tem outro nível, todo mundo já evolui também”, ressaltou a técnica Leonilda da Silva (Nidi).

De acordo com a treinadora aconteceram alguns erros que precisam ser corrigidos para que possam seguir mais confiantes na disputa. “Nos jogos de hoje aconteceram alguns erros, vamos conversar com as atletas pra fazer as correções, nenhuma equipe é 100%, ainda mais nesta categoria, a cabeça, às vezes, não está bem concentrada para o jogo. Como o nível da competição está alto e sabemos que vamos encontrar equipes mais fortes pelo caminho, precisamos estar preparadas para as diferentes situações, lógico que o objetivo é sair daqui campeão novamente, mais todo mundo está com o pezinho no chão e trabalhando pra isso acontecer”, salientou Nidi.

Preparação
A professora diz que a equipe treina cinco vezes por semana e uma vez por semana as atletas têm assistência de um fisioterapeuta, que faz trabalho de lesão e condicionamento físico. “É um sistema de treino bem puxado para as meninas dessa idade, mas vejo que é assim que a gente conquista títulos, por isso que estamos há vários anos brigando pelas primeiras posições, então agora estamos colhendo os frutos”, destacou Nidi.

Na temporada 2018, as santo-antonienses já conquistaram os títulos da Copa Paraná na categoria sub-15, do Campeonato Paranaense de Handebol Juvenil, da fase final do 65º Jogos Escolares do Paraná e da fase regional dos Jogos Escolares da Juventude, o que credenciou o elenco para representar o Paraná na etapa nacional da competição, entre os dias 22 e 25 de novembro, em Natal (RN).

Inclusão no esporte
União e respeito às diferenças são características muito presentes na equipe santo-antoniense. Exemplo disso é a inclusão da ponteira Jessica Itati Dias, de 13 anos, que nasceu sem a mão direita, e há dois anos compõe o elenco. “Quando a Jessica apareceu pra treinar não sabia que tinha essa deficiência na mão, no começo não sabia como iria trabalhar com ela, mas ela se adaptou muito bem ao esporte, as meninas se adaptaram muito bem com o manejo da bola com ela, é uma menina de cabeça muito boa. Ela é igual às outras, a cobrança é mesma”, frisou Nidi, contando que a atleta pode jogar tanto na ponta direita como na armação esquerda.

A camisa 4 relata que sofria bullying na escola e viu no handebol uma maneira de superar as dificuldades impostas por sua deficiência. “Não me achava em nenhum esporte, procurei vários até que encontrei o handebol, sofria muito bullying na escola e isso foi o que me ajudou bastante a superar isso. Quando comecei a treinar, minha família queria que eu não entrasse na equipe, porque tinham medo que me decepcionasse e que não conseguisse, mas as meninas me acolheram de um jeito que hoje trato como minha segunda família, elas me incluíram de um jeito, tudo que vão fazer acham uma maneira de facilitar às coisas pra mim, eu acho isso muito legal”, declarou Jessica.

A ponteira ressalta que o handebol mostrou a ela a sua capacidade para realizar tudo que quiser. “Quando entro em quadra sinto que tenho um lugar no mundo onde eu posso me destacar, onde posso mostrar que sou capaz de fazer o que quiser, não tenho limite, o meu limite sou eu que coloco. Minha paixão é estar jogando, me sinto livre quando estou dentro da quadra, não troco o handebol por nada, aonde tiver uma oportunidade quero estar jogando, quero ser inclusa”, enfatizou, acrescentando: “Agradeço muito a minha treinadora por todos os conselhos dados, por sempre me ajudar; às meninas do meu time que, com todo amor e carinho, me acolheraram e realmente são minha segunda família, eu as amo muito, elas tem um lugar especial no meu coração”, frisou.

O time volta à quadra nesta sexta-feira (16), em partidas válidas pela primeira fase classificatória. A partir das 10h30 enfrenta as meninas da Prefeitura de Floraí Handebol, no ginásio de esportes Valdir Pinheiro. No período da tarde, às 14h30, joga contra a Fecam/AhandeCam/Campo Mourão, no ginásio de esportes do Jardim Paulista.

Via: Redação/Liga de Handebol do Paraná - Foto: Jaqueline Galvão

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