Emoção marca o título de bicampeã da equipe feminina de handebol CR de Toledo

A emoção é o sentimento que resume a final do handebol feminino em cadeira de rodas (CR) na sétima edição dos Jogos Abertos Paradesportivos do Paraná (PARAJAPS), que ocorreu durante a tarde desta sexta-feira, 16, em Londrina. Após dois dias de competição, a equipe de Toledo conquistou invicta o troféu de campeã dos PARAJAPS 2018.

O time disputou o título no grupo único com Francisco Beltrão, Marechal Cândido Rondon e Corbélia. As meninas entraram em quadra no Ginásio de Esporte Professor Darcy Cortez, Moringão, na quinta-feira, 15, e venceram a primeira partida contra Marechal Cândido Rondon por 2x0 (parciais: 06x02/05x01).

O feito foi repetido nesta sexta-feira, quando venceram o segundo jogo contra Corbélia por 2x0 (parciais: 05x00/07x02). E para fechar com chave de ouro, as toledanas enfrentaram Francisco Beltrão, conquistaram a partida por 2x0 (parciais: 06x01/04x03) e se tornaram bicampeãs do handebol CR.

A vitória não poderia ser comemorada diferente: com muita emoção e gratidão. A atleta Vanderléia Gimenes, mais conhecia como Léia, que é veterana nos PARAJAPS, não consegue encontrar palavras que descrevam a participação na competição. “É algo que não tem como explicar, a gente vence os limites da gente e estar aqui não tem palavras. É uma vitória para nós que vai além da quadra. Melhora o nosso tronco, a nossa deficiência, é saúde”. E com lágrimas nos olhos, Léia conta o segredo de sucesso do time. “União. Somos muito unidas e respeitamos muito os nossos adversários, esse é o nosso diferencial”.

Há 10 anos praticando a modalidade, a atleta que é Seleção Brasileira de Handebol, conta a sua maior experiência em competição. “O Pan-Americano que ocorreu em Buenos Aires em 2013. Foi emocionante vestir amarelo e cantar o hino nacional, representar a Seleção Brasileira em outro país e ainda sair de lá com o troféu de campeão. São as melhores equipes e jogar contra o Chile, Uruguai, Bolívia e entre outros foi realmente emocionante”, completa.

O precursor do handebol em cadeira de rodas
As equipes foram acompanhadas pelos olhares orgulhosos de uma pessoa que se encontrava no banco da arbitragem: Décio Roberto Calegari. A sua função nos PARAJAPS 2018 é de coordenador de arbitragem do handebol, mas para as equipes, ele será sempre o “pai” do handebol em cadeira de rodas.

Tudo começou quando após uma vontade de criar uma equipe coletiva em Toledo, Calegari recebeu a ideia de criar a handebol. “Eu fui pesquisar e não encontrei nada, então através de uma oportunidade, montamos as regras. Começamos a divulgar em congressos científicos, sendo o primeiro da ACBPC, em 2005, e não paramos mais. Hoje nós temos cerca de 12 estados com handebol CR”. Após a criação do time de Toledo, outras portas se abriram. “Umuarama fez intercâmbio com a gente e começaram a jogar handebol, apesar de ser uma equipe de basquete. Cascavel montou o segundo time e depois não parou mais. Em 2008 recebemos uma visita de duas pessoas do Chile, que ao retornarem para o país, criaram a primeira equipe chilena”, completa.

Sobre as equipes femininas que participaram desta edição, o precursor do handebol em cadeira de rodas não segurou os elogios. “São as minhas meninas dos olhos, porque as quatro equipes foram eu que comecei. Ter hoje aqui quatro equipes é uma vitória que não tem tamanho. E a nossa perspectiva para ano que vem é alcançar seis equipes”, finaliza.

Via: Redação/Assessoria PARAJAPs - Foto: Riana Carvalho

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