Ágata Graal: Paranhos recepciona ministro Jungmann no aeroporto, considerado base essencial para estratégia da operação

O prefeito Leonaldo Paranhos recepcionou hoje (28), no Aeroporto Municipal Coronel Adalberto Mendes da Silva, o ministro da Segurança Pública, Raul Jungmann, que junto com o chefe do Estado-Maior Conjunto das Forças Armadas, almirante de esquadra Ademir Sobrinho, desembarcou em Cascavel para acompanhar a desmobilização da Operação Ágata Graal. O comandante da Operação, major brigadeiro Ar Ricardo Cesar Mangrich, que acompanha a missão de perto, também atendeu à imprensa no local.

De acordo com o ministro, o aeroporto de Cascavel foi fundamental para dar suporte à operação, uma vez que nossa cidade está estrategicamente posicionada entre as bases de Santa Maria, ao Sul, e Campo Grande, ao Norte, e o nosso aeroporto conta com infraestrutura e pista adequados para montar a estrutura militar. A atividade foi realizada pelo Ministério da Defesa ao longo da faixa de 3,5 mil km de fronteira dos estados de Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Paraná e Santa Catarina com objetivo de inibir crimes organizados transfronteiriços, mobilizando um efetivo, segundo Jungmann, de 3 mil homens/mulheres, pelo menos 490 veículos, 30 aeronaves e cerca de 40 embarcações.

"Trata-se de um conjunto entre Forças Armadas [Marinha, Exército e Aeronáutica] e demais órgãos de segurança pública federal e estadual para inibir os crimes na fronteira, que embora ocorrem nela, repercutem sobre a vida e a segurança de todos os brasileiros", detalhou o ministro.

Segundo o almirante de esquadra Ademir Sobrinho, as Forças Armadas aproveitaram operações menores que estão em andamento na região para testar procedimentos de maior vulto, como a troca de comunicações entre as três Forças e procedimentos conjuntos de inteligência, como uma espécie de 'laboratório' e o "balanço é positivo, as comunicações fluem rápidos e de forma segura".

A Operação Ágata Graal englobou vigilância do espaço aéreo, ações de bloqueio de estradas e patrulhas terrestres, além de patrulhamentos fluviais. Em ação conjunta, a Força Aérea Brasileira, o Exército Brasileiro, a Marinha do Brasil e órgãos de segurança pública e de investigação testaram as estruturas em diversos níveis de comando e controle, visando ao combate a crimes ambientais e ilícitos nacionais e transnacionais, como narcotráfico, contrabando de armas e munições.

Ao atender a imprensa, o major brigadeiro Ar Ricardo Cesar Mangrich - chefe do Comando de Operações Aeroespaciais da Aeronáutica -, explicou que a vinda do ministro coroou o sucesso da operação, que hoje passa por um marco devido à mudança de fase, passando do terreno para uma ação de inteligência com a área continuamente sobrevoada, além do emprego de satélite em larga escala.

"Operações como essas são essenciais e o objetivo é justamente cessar dentro da área de fronteira o ilícito transnacional por terra, ar e água, por isso o monitoramento 24 horas/dia para uma ação mais efetiva", avaliou Mangrich, segundo quem a principal lição foi aprendida. "Concluímos que é possível fechar a porta de entrada, mas que serão operações vultosas, custosas, que deverão ser desencadeadas em momentos oportunos. Comprovamos que é possível fechar; o conceito foi testado e aprovado. Cocaína e fuzil não estão trafegando. Ainda há apreensão do pequeno traficante. O segredo é detectar as rotas dos grandes, com uso em larga escala de satélites, como faremos. A inteligência vai trabalhar para chegar na origem".


Via: Redação/Portal do Município de Cascavel - Foto: Divulgação/Secom 

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