Estreias: Uma Casa à Beira-Mar e a sequência de Hotel Transilvânia chegam aos cinemas

Veja um resumo dos principais filmes que estreiam no país na quinta-feira:

“HOTEL TRANSILVÂNIA 3 – FÉRIAS MONSTRUOSAS”
- Embora o terceiro filme da série seja o mais fraco de todos, ainda há alguns bons momentos nessa animação protagonizada por um Drácula dono de um hotel para monstros cuja filha se casou com um humano. Como ele está cansado do trabalho, a garota providencia para que seu pai e todos os seus amigos viajem num cruzeiro exclusivo para criaturas estranhas.

Novamente dirigido por Genndy Tartakovsky, o filme resgata a antiga rivalidade entre Drácula e Van Helsing, que foi derrotado pelo vampiro mais de um século atrás. Entretanto, sua bisneta, Ericka, capitã do navio, promete vingar o avô. Mas o inimigo acaba se apaixonando por ela – sem saber quem a moça é.

O longa deixa de lado a sátira a filmes de monstros – tão bem-realizada no primeiro – para tornar-se uma espécie de comédia romântica para crianças, contendo uma mensagem subliminar um tanto irônica: lute pelo seu grande amor, mesmo que ele esteja tentando te matar.


“UMA CASA À BEIRA-MAR”
- Exibido, em competição, nos festivais de Veneza e Toronto 2017, o drama “Uma Casa à Beira-Mar”, do francês Robert Guédiguian, une as aspectos intimista e social sem perder o foco no humanismo, marca tradicional do diretor.

Seus protagonistas são três irmãos maduros, Armand (Gérard Meylan), Joseph (Jean-Pierre Darroussin) e Angèle (Ariane Ascaride), que estão separados, mas voltam a reunir-se na velha casa familiar no litoral de Marselha quando seu pai (Fred Ulysse) sofre um derrame e fica em estado vegetativo. Agora, os irmãos devem decidir o que fazer com a propriedade, o sonho da vida do pai, onde funciona um pequeno restaurante.

Esta casa singular, impregnada da história familiar e marcada por uma antiga tragédia torna-se igualmente uma metáfora da própria França e seu passado, que é romantizado na visão dos três irmãos maduros, mas também confrontado pelos diferentes valores das novas gerações.



“ARRANHA-CÉU: CORAGEM SEM LIMITE”
- Aqui, os antigos filmes-catástrofe ganham um upgrade tecnológico que, no fundo, não justifica a existência do longa, no qual nem o notável carisma de Dwayne Johnson consegue se sobressair. Ele interpreta um especialista em segurança contratado para vistoriar e liberar os últimos andares do maior prédio já construído no mundo, que fica em Hong Kong.

Ele, sua mulher (Neve Campbell) e os dois filhos pequenos se instalam num apartamento do edifício, enquanto realiza a inspeção. O local é invadido por terroristas que provocam um incêndio. O plano deles envolve o roubo de um dispositivo com arquivos comprometedores.

Escrito e dirigido por Rawson Marshall Thurber, o filme não tem pé ou cabeça, mas isso nunca foi uma questão para o gênero. O problema aqui é a falta de carisma, o que impede qualquer envolvimento emocional com o personagem e prejudica a torcida pela sua luta para salvar a vida dos seus entes queridos.


“HANNAH”
- Segundo filme do diretor italiano Andrea Pallaoro, o drama “Hannah” valeu à veterana intérprete inglesa Charlotte Rampling o prêmio de melhor atriz no Festival de Veneza 2017.

Co-autor do roteiro ao lado de Orlando Tirado, o diretor opta por uma narrativa minimalista, que sonega informações aos espectadores, preferindo acompanhar o desgaste emocional de sua protagonista em carne viva.

Hannah (Charlotte Rampling) é uma mulher simples, moradora de Bruxelas. A primeira revelação sobre ela é que frequenta um curso de teatro amador, uma rara ocasião de alguma expressão pessoal. De volta a casa, descobre-se que tem um marido (André Wilms), com quem troca pouquíssimas palavras.

No dia seguinte, ele se demora acariciando o cachorro da casa, preparando uma despedida. Pouco depois, Hannah acompanha o marido a uma prisão, onde ele permanece. A razão deste encarceramento, centro de um grande drama familiar, será revelada aos poucos e, ainda assim, não completamente – evidenciando um jogo de negação do qual Hannah é a principal participante e também vítima.

“O DESMONTE DO MONTE”
- Marco da fundação do Rio de Janeiro, o Morro do Castelo tornou-se, ao longo dos séculos, o símbolo de uma violenta forma de ocupação, desalojamento de populações e processos de especulação imobiliária que se tornariam um traço permanente na história nacional. O documentário “O Desmonte do Monte”, obra de estreia de Sinai Sganzerla, mergulha nesta instigante e trágica história.

Recorrendo a uma sólida pesquisa iconográfica, que fornece a criativa mistura imagética do filme, e à narração de sua mãe, a atriz e diretora Helena Ignez, a diretora percorre essa singular trajetória do morro do Castelo, escolhido pelos portugueses como local das primeiras habitações do Rio de Janeiro, no século XVI, o que acarreta a conquista do território aos indígenas que lá viviam. O Rio de Janeiro nasce, assim, sob o signo de uma guerra pelo território e de expulsão das populações nativas que continua sempre, em outras épocas, sob outras formas e sob novos pretextos supostamente portadores de progresso.

*As opiniões expressas são responsabilidade do Cineweb

Via: Redação/Agência de Noticias Reuters - Foto: Divulgação/Sony Pictures Brasil


Postar um comentário:

Tecnologia do Blogger.