Cascavel realiza o 2º Congresso Internacional de Acolhimento Familiar

O Município de Cascavel, por meio da Secretaria de Assistência Social, está promovendo o 2º Congresso Internacional de Acolhimento Familiar de Cascavel, numa parceria com a Corregedoria Geral de Justiça do Estado do Paraná, com o Conselho Municipal de Turismo de Cascavel (Comtur), com a Itaipu Binacional e com o apoio do Ministério Público do Paraná. O Congresso, que contará com os principais especialistas no assunto, do Brasil e do exterior, está com inscrições abertas e será realizado de 22 a 25 de julho, no Centro de Convenções e Eventos.

Destinado a profissionais da Vara da Infância e Juventude, de conselhos tutelares, assistentes sociais, psicólogos, advogados, organizações não governamentais, estudantes e interessados na área. Nesta edição, o Congresso apresenta palestras, debates e workshops práticos e, tanto pela profundidade da
abordagem do tema, como pelo nível dos palestrantes e da quantidade de participantes (são 750 vagas), já é considerado um dos mais importantes e maiores eventos sobre o tema.

A programação completa está disponível na página do Facebook www.facebook.com/congressointernacionaldeacolhimentofamiliar e as inscrições podem ser feitas pelo link https://bit.ly/inscricaoacolhimentocascavel, com o custo de R$ 200,00.

Palestras
O juiz auxiliar da Corregedoria do Estado do Paraná, Sergio Luiz Kreuz, falará sobre o direito à convivência familiar da criança e do adolescente. Fundador e coordenador do programa de Família Acolhedora de Cascavel até 2016 é, sem dúvida, uma das principais autoridades no assunto, por ter implantado o maior programa da América Latina. É também o idealizador deste congresso.

A coordenadora do programa em Cascavel, a assistente social e professora Neusa Cerutti e sua equipe, compartilham a rica experiência sobre o serviço de acolhimento familiar e também o trabalho com famílias de origem e os caminhos para a
reintegração familiar de crianças e adolescentes acolhidos.

Para apresentar experiências internacionais de acolhimento familiar e seus desafios, o Congresso traz este ano vários especialistas: da Espanha, a professora e pedagoga da Universidade de Barcelona, Maria Carme Montserrat Boada; o professor da Universidade de Sevilha, Jesus Palácios; de Portugal, o professor da Escola Superior de Educação do Instituto Politécnico do Porto, João Paulo Ferreira Delgado; da Irlanda, o professor de Serviço e Política Social do Trinity College de Dublin, Robbie Gilligan.

Do meio jurídico participam do debate sobre o tema os juízes da Vara de Infância e Juventude de Cascavel, Fabrício Priotto Mussi; e da Vara de Uberlândia (MG), José Roberto Poiani. O papel do Ministério Público na fiscalização dos serviços de acolhimento familiar é o tema da palestra do promotor de Justiça da Promotoria da Infância e Juventude de Cascavel, Luciano Machado de Souza.

Na área acadêmica, a doutora em psicologia e pós-doutora em saúde e desenvolvimento humano e consagrada autora de livros, Lídia Weber, fala sobre amores construídos no acolhimento e na adoção. A professora e psicóloga do Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo, Lívia de Tartari, aborda aspectos relevantes para a capacitação de famílias acolhedoras. Também participam de debates, a psicóloga professora e coordenadora do curso de Direito/Univel, Caroline Buosi Velasco, e a psicóloga Lucimara Cabreira.

Representando o Terceiro Setor, a jornalista e presidente do Instituto Geração Amanhã, Sandra Sobral, relata sua história e as consequências do acolhimento institucional na socialização, desenvolvimento emocional, afetivo e neurológico do acolhido.
No último dia, serão promovidos cinco workshops, que serão realizados no centro acadêmico da Univel. Cada participante pode participar de um tema, escolhido na inscrição:

• Tecendo a rede de Proteção, por Maira Cabreira, psicóloga, professora e gerente da Divisão de Proteção Social Especial – Seaso/Cascavel;

• Gestão Orçamentária e Financeira dos Serviços de Acolhimento Familiar”, por Hudson Marcio Moreschi Junior, professor e Secretário de Assistência Social da Seaso/Cascavel;

• Pela humanização da escuta no Poder Judiciário: Depoimento Especial, por Lívia Tartari e Sacramento, professora e psicóloga do Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo;

• Identificando a Alienação Parental: Características e Dificuldades, por Caroline Buosi Velasco, professora e coordenadora do curso de Direito/Univel;

• Metodologia para a Implantação do Serviço de Acolhimento Familiar nos municípios Brasileiros, por Neusa Cerutti, assistente social, professora e Coordenadora do Serviço de Acolhimento Familiar de Cascavel.

Sobre o acolhimento familiar
O Acolhimento Familiar é uma medida protetiva, temporária e excepcional, prevista em lei pelo ECA (Estatuto da Criança e do Adolescente). Trata-se de uma alternativa ao acolhimento institucional (abrigos e casas lares) para crianças e adolescentes em situação de risco social que foram afastados de suas famílias de origem por decisão judicial. Caracteriza-se pela transferência temporária dos direitos e deveres parentais dos pais biológicos para uma família acolhedora, previamente cadastrada, selecionada e vinculada a um programa.

O Acolhimento Familiar é regulamentado pelo ECA e é prioritário ao acolhimento institucional, por lei, desde 2009. Embora seja amplamente difundido nos Estados Unidos e Europa, ainda é pouco conhecido ou aplicado no Brasil.

Inscrições:
http://www.cascavel.pr.gov.br/
Valor: R$ 200,00

Via: Portal do Município de Cascavel - Foto: Divulgação


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